Ontem fui ao teatro com a familia. Fomos à Casa do Artista ver a peça "Coçar onde é preciso" com José Pedro Gomes.
Uma peça que podemos descrever como um retrato de sociedade feito pelo comum "TUGA" que aborda várias temáticas sempre com o sentido de humor e espirito "desenrascado" que caracteriza o nosso povo
Retemos uma frase da peça: "O portugês é um gajo de voz anasalada porque que não se assoa, ... escarra, ... e sem avisar.
Pode parecer um pouco porco mas no enquadramento da peça tem a sua piada.
Tempo para ter sido falado dos tipicos mirones que estão sempre prontos a ajudar num qualquer acidente de viação, e muito mais, vale a pena ir ver.
De tantas coisas que vão de cá para lá, o balanço é a sobreposição de sombras perdidas no tempo.
Como um reflexo que por vezes nos ilumina tento perceber a essência do que me rodeia. É um mundo de acontecimentos maioritáriamente agradáveis que nos proporcionam um saldo de vida muito feliz.
A felicidade essa como alguns dizem é momentânea e fugaz, há no entanto a felicidade do olhar, da palavra, do toque e esses podem durar para sempre. Como um impressão digital, uma imagem poder ficar retida na nossa memória como uma inexplicável fonte de prazer, satisfação e felicidade. O olhar pode ser tão afectuoso e carinhoso que dificilmente se esquece a sua intensidade e a sensação de nos encher o peito. e o toque tem como reflexo um arrepio de prazer explosivo.
Ainda assim ser feliz é poder partilhar e ter com quem partilhar, é poder estar com quem gostamos e sentirmo-nos crescer em sintonia.
Deve ser muito triste não ser feliz, e ainda mais triste aqueles que por fora vão sorrindo, com uma enorme sensação de solidão e tristeza por dentro.
Gente que vai levando a sua vida de um modo muito ligeiro, que agarrados a coisas insignificantes deixam de viver o momento presente. Não percebem que esse não volta mais e que tudo é muito rápido. Demasiado rápido para ser saboreado.
Ao som de Maria João e Mário Laginha, no album cor, deixo aqui uma nota de boas vindas à minha mulher que parece que afinal descobriu o meu blog quando fazia uma busca sobre arquitectura, ehehehhe. Estranho modo de chegar, ehehhehe.
Sê bem vinda Lindinha
Beijos
Cada dia é como se fosse uma página de um livro que vamos escrevendo com um aparo mais ou menos fino, dependendo da intesidade que lhe colocamos, poderá ser então isso traduzido para a intensidade com que vivemos a vida.
Tenho dias que são traduzidos numa escrita grossa e de letra inclinada como que escrita a correr e com uma enorme vontade de escrever palavras. Outros nem tanto, parecem ser transcriros com uma letra mais pausada e pensada num modo de estar bem mais calmo.
No entanto acho que nunca nos devemos abstrair do que escrevemos, com que sentido o escrevemos e para quem o escrevemos. Esse sentido da vida deve ser consciente e presente em todas as palavras que nascem das nossas mãos. Uma palavra dita numa ocasião errada ou com a intensidade errada pode ser catastrófica. Por outro lado a ausência de palavras ou a vontade de não as dizer pode provocar um efeito ainda mais devastador.
Penso que tudo seria mais simples se se pudesse escever sempre o que se pensa e quando se pensa, sem o preconceito do modo como vai ser lido. Porque não o fazer, é como um momento que já passou, que não volta e que provavelmente pode não mais ser possivel. E mesmo que se venha a ter a vontadede o escrever o momento pode já ter passado e então tudo deixou de fazer sentido
De volta do meu periodo de férias, cá estou eu de volta à blogmania e ao trabalho
As férias apesar de não o serem, pareceram enormes devido ao facto de uma série de locais por onde passei.
Começámos por Copenhaga uma cidade encantadora com uma dimensão apetecivel, alguns edifícios contemporâneos bem interessantes e com uma série de experimentalismos arquitectónicos que podiam ser uma pequena escola. Outra coisa engraçada é o facto como os Dinamarqueses usam a cidade e o espaço exterior, sempre de bicicleta e a pé as ruas estavam sempre povoadas. Apesar de estarmos em Agosto a cidade mostrou-se sempre cinzenta e com ar de chuviscos.
Embarcando no que eu descrevo como uma cidade flutuante, o navio era ENORME e engraçado de ser explorado. Que bela surpresa que foi para mim o cruzeiro.
Paragem em Estocolmo, cidade formada por ilhas e muitas pontes, com museus interessantes e de arquitectura grandiosa, ficou o sabor a pouco e a vontade de voltar.
Paragem em Porvoo cidade pitoresca toda em madeira e cheia de cor muito engraçada. Caracterizada pela existência da fábrica de chocolates artesanais muuuuuuito bons. Depois fomos Helsinquia, cidade de grande escala, que ainda assim não se torna desagradável, Igrejas Luteranas e ortodoxas bem bonitas, muito diferentes das católicas. Os espaços verdes são muito bem cuidados e as filandesas são muito bonitas.
Paragem em São Petersburgo, antiga LenineGrado, foi a cidade que mais me impressionou, majestosa e imperial de outros tempos, hoje continua a ser mas mostra alguns sinais de degradação. Ainda assim é encantadora. O Ermitage é um edificio absolutamente fantásatico bem cmo a Praça diante da sua principal entrada. As catedrais com as suas cúpulas caracteristicamente russas e cheias de cor são deslumbrantes.
O passeio dos canais é indispen~sável pois dá uma noção da cidade bem diferente da pedestre. Uma relação menos próxima mas muito interessante.
A comida foi boa e diferente, começou com o copo de Vodka seguido de salmão e arenque cru, mas muito bom depois a sopa e o prato principal também muito bons, tudo acompanhado por musica russa.
Paragem na Estónia fomos para Tallim outra cidade que não era de grande escala, muito bem cuidada com muita cor e uma vivência muito agradável.
Por fim de volta a Copenhaga mais um dia a passear na cidade estar a viver a rua como eles vivem e passagem pelo Tivoli, o parque de diversões mais antigo da Europa. Aí fomos à montanha russa com uma explosão de adrenalina nos looping sucessivos seguidos de descidas em parafuso.
Nisto tudo vi apenas uma vespa em Copenhaga, estacionada. Em termos de vespismo soube a pouco.