abril 22, 2005

Ponto de situação

Apesar da chuva que hoje teimosamente ameaça as aparições do sol nas nossas vidas, o astral é bom e confiante. Sinto-me bem comigo e com os que me rodeiam e me querem rodear.
Tempos hove não muito distantes em que num dia como o de hoje assim cinzentão, eu estaria menos bem, todavia no presente momento eu sou o que quero ser e estou com quem quero estar. As coisas boas começam a aparecer. As pessoas boas e queridas continuam na minha vida. E o dia após outro faz de novo sentido.
Não mais tenho tido a necessidade de gritar em momentos de descompressão, pois vou gerindo os acontecimentos de um modo harmonioso.
Outro dia falava com a minha metade e dizia que eu não tenho a necessidade de aos poucos me ir maltratando, bastava interessar-me no que realmente merece e com uma pá bem grande enterrar as coisas que me fazem mal. Porém acredito que num periodo de vida que ainda vai chegar eu terei que me encontrar com esses acontecimentos e enfrentar o que houver para enfrentar.
A vida é cheia de surpresas e de acontecimentos que nos marcam. Uns mais que outros. Cabe a nós reter na nossa memória esses episódios.


Perto de um fim de semana grande, e com o sorriso nos lábios vou fazendo aquilo que gosto e enquanto assim for ... cá estarei para dar de mim à causa.

Publicado por Sérgio Catita em 01:54 PM | Comentários (0)

abril 19, 2005

Uma imensa vontade de partir

Um post antigo que me apeteceu trazer de volta

Uma imensa vontade de partir

Proclamar minha independência,
Ah como eu gostaria que ainda.
Acreditasse que sou,
ainda hoje o rebelde das causas mais belas...

Gostaria de perdoar-te as minhas fraquesas.
Sendo heroi neste lodo,
onde baixei todas as bandeiras.

De todas as bravuras
Só me resta esta infinda vontade de partir.

Partir não é morrer,
Será talvez a lembrança que fui um homem,
Que a cidade um dia amou.

De Manuel Monteiro

Publicado por Sérgio Catita em 02:12 PM | Comentários (0)

abril 18, 2005

A Viragem

Existem momentos nas nossas vidas em que tudo gira a 180º em que pretendemos ser mais e melhor. Aprendemos com os acontecimentos do dia a dia e acima de tudo aprendemos a lidar com eles.

Como disse uma grande grande amiga minha hoje estou "contente", poe até ser verdade. Acho que sim até porque as coisas encontram rumo, nós passamos a olhar mais longe que os nossos pés. Fitando o horizonte, essa é a nossa meta.

Os fantasmas esses estão enterrados. Vão para trás das costas e passamos a olhar mais para as coisas boas. Aprendemos a dar valor aos pequenos pormenores que nos fazem sorrir.

Espero pelo bom tempo
Estou com umas saudades imensas do mar, de nadar e de me sentir livre num mar que é a minha casa.

Publicado por Sérgio Catita em 04:02 PM | Comentários (0)

abril 15, 2005

Povo que lavas no rio

Um dos meus fados preferidos

Letra: Pedro Homem de Melo
Música: Fado Victoria

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Fui ter à mesa redonda
Bebi em malga que me esconde
O beijo de mão em mão.
Era o vinho que me deste
A água pura, puro agreste
Mas a tua vida não.

Aromas de luz e de lama
Dormi com eles na cama
Tive a mesma condição.
Povo, povo, eu te pertenço
Deste-me alturas de incenso,
Mas a tua vida não.

Povo que lavas no rio
E talhas com o teu machado
As tábuas do meu caixão.
Pode haver quem te defenda
Quem compre o teu chão sagrado
Mas a tua vida não.

Publicado por Sérgio Catita em 12:06 PM | Comentários (0)

abril 08, 2005

O sábio e o barqueiro

Certo dia um sábio passeava
Num barco de recreio um lindo bote,
E quem altivamente tripulava
Era um rude barqueiro já velhote.

O sábio ao barqueiro perguntou
Se tinha instrução, sabia ler,
O barqueiro sorrio exclamou
Nunca entrei numa escola prá prender.

O sábio respondeu logo de seguida
Quem não goza das letras é prazer,
É um parvo, é um estupido toda a vida
Tem olhos é o mesmo que não ter.

Mas nisto for a o barco sacudido
Pela força do vento ia a virar,
O sábio que não ia prevenido
Perdeu o equilibrio e cai ao mar.

O sábio ao barqueiro pediu socorro
Já prestes a partir para o outro mundo,
Acoda-me ó barqueiro olha que eu morro
Porque não sei nadar e vou para o fundo

O barquinho seguiu em linha recta
Dizendo adeus amigo até mais ver,
Quem não sabe nadar é um pateta
Tem braços é o mesmo que não ter.

Publicado por Sérgio Catita em 12:48 PM | Comentários (0)

abril 07, 2005

Não ponhas discursos no ceu

Não ponhas discursos no ceu
Não queiras que a tua alma se encontre com palavras
O silêncio e a prata das estrelas sãoa a luz e o pão

não escrevas discursos nas folhas de papel
Não queiras que os teus olhos se quebrem nas palavras
O branco e a distância intocada são o corpo e a alma

Não enchas de discursos o tempo
Não queiras que o fio da tua vida se enovele em palavras

O movimento é a tensão do arco
A concentração em ti mesmo são a pureza e a força
Deixa que a tua alma voe com os teus olhos
Como se fosse a luz do teu corpo e tu uma seta

Publicado por Sérgio Catita em 01:55 PM | Comentários (0)

abril 06, 2005

...

Quando a minha cabeça e o meu coração
Forem como dois irmãos
Se derem as mãos
Poderei navegar nas rotas que sonhei
Tornar real o que aprendi e sei

É triste a cor castanha suja, lavrada da terra
O azul puro transparente só na nevada da serra
Mas é no vale que medram as sementes da vida
Ao alto a natureza é nua, triste e despida

Só eu existo para mim, esse é o meu mal
Construi com alma como cal
A que juntei a areia bassa do meu tempo
O meu mundo como um muro ou um espelho de cimento

Quando eu for mais do que o nó do medo de morrer
Quando o muro enfim souber rasgar janelas
Hei-de ser um dia aquele que quer ver
E canta e se encanta de todas as coisas belas

Publicado por Sérgio Catita em 11:56 AM | Comentários (0)

Presos num memorial de recordações

Presos num memorial de recordações
Envelhecemos num entorpecer
de saudosismos descabidos
Pouca imprtância prestamos
aos nossos corações
Acelerados num envelhecer
Cedo sucumbimos vencidos

As histórias essas
Sucedem-se como retalhos de uma vida
Apressada e desenfreadamente
Ás avessas
Pouco feliz, mais sofrida

Quero mais que tudo
Passado ou futuro
Ser o guia que decide
O meu rumo
Baseado na vontade de viver
Num sentimento puro

Publicado por Sérgio Catita em 11:51 AM | Comentários (0)