


Grande polémica em torno da Casa da Música no Porto.
Pois é, parece que afinal as autoridades competentes não se acautelaram quanto ao projecto proposto para as traseiras deste e à não criação de uma zona de protecção e legislação adequada.
Agora que todos acordaram para esta triste realidade, confrontam-se com o dilema entre os interesses culturais e o interesse económico.Todos sabemos quando existe este confronto qual é o desfecho habitual.
Nestas coisas das questões arquitectónicas ainda muita coisa está por fazer quer em termos legais e também ao nivel da formação da consciência dos arquitectos.
Os arquitectos João Luís Carilho da Graça, Manuel Graça Dias e Helena Roseta são unânimes em considerar que a Casa da Música deveria ter tido uma zona envolvente de protecção, à semelhança do património classificado.
"O município devia ter garantido um espaço de dignidade. Num edifício de referência tem que se acautelar a zona circundante. A arquitectura é também o que está à volta", diz Helena Roseta, bastonária da Ordem dos Arquitectos.
Roseta sublinha que esta situação é o resultado de um erro de gestão urbanística da Câmara do Porto: "Na gestão urbanística à volta de um projecto tão importante aconteceram várias desgraças, todas pagas em autorização de metros quadrados para construção. O mais relevante é o terreno ter sido negociado três vezes pela câmara com alterações urbanísticas. As câmaras não têm dinheiro e pagam em autorização de metros quadrados para construção em vez de euros. É a nova moeda. É perverso porque densifica sítios que não deveriam ser densificados."
Segundo Roseta, a situação é agora difícil de alterar por causa dos direitos adquiridos - "seria caro" -, uma vez que um alvará de loteamento feito por um privado e aprovado pela câmara funciona na prática como um plano de pormenor. "É uma história com mais de 40 anos. Não se fazem planos de pormenor, os particulares aprovam alvarás de loteamento."
O arquitecto Graça Dias, outro defensor do projecto de Rem Koolhaas, diz que "construir um edifício-tampão para esconder umas traseiras muito desorganizadas e medíocres nunca lhe pareceu uma solução bem pensada". Na opinião deste professor universitário, e director do "Jornal dos Arquitectos", o edifício agora proposto cria "um primeiro plano muito próximo" da Casa da Música, uma obra que quis ser "um meteorito na rotunda da Boavista". "Se eu for um peão na Boavista tenho uma relação com o 'sky line' interessante, porque o céu está limpo. Um pano de fundo para aquele objecto não é uma boa solução. A Casa da Música marca um ponto, as pessoas vão deixar de se perder na rotunda, onde não há edifícios excepcionais. A Casa da Música precisa de uma certa área para se continuar a afirmar. O que é chato é a proximidade."
Para Carrilho da Graça, que tal como os outros arquitectos ainda só conhece os contornos do novo edifício de Ginestal Machado, "a crueza do confronto é quase arrepiante", acrescentando que há certos limites que não se podem transpor. Carrilho da Graça lembra que há um grande consenso em relação à qualidade do projecto de Koolhaas: "Já visitei a obra e faz-me pena que este resultado bastante interessante e consensual seja deitado fora. O conceito de património é isso. Vamos hipotecar um valor antes de nascer? Pode-se discutir e construir depois, mas em simultâneo e sem o acordo do arquitecto não faz sentido e é um bocado disparatado."
Helena Roseta, "entusiasticamente a favor do equipamento, do autor do projecto, da qualidade do projecto, da inovação em termos arquitectónicos", pergunta como é que se pode defender a Casa da Música quando isso parece não ter sido acautelado pela câmara: "Qual é a relação entre uma arquitectura de grande qualidade e o tecido urbano que está à volta? Como proteger uma coisa da outra?"

Praticamente um mês depois do mega apagão nos Estados Unidos, foi agora a vez de Itália. Mais de 58 milhões de pessoas ficaram às escuras na madrugada de Domingo. E sem comboios ou metro para regressar a casa. Esta manhã, a energia já tinha sido restabelecida nas regiões de Milão e Turim. A Rede de Transporte de Electricidade francesa nega que o apagão tenha tido origem nas linhas de abastecimento elécrico provenientes de França.
Será que foi desta que o senhor Silvio Berlusconi apagou das suas intervenções aquelas pérolas de sabedoria que costuma dizer perante os seus parceiros europeus.
"O TGV entre Portugal e Espanha poderá ficar mais barato aos cofres do Estado caso avance um plano estudado por Bruxelas. A comissária europeia dos transportes, Loyola de Palacio, quer aumentar de dez para 30 por cento a comparticipação financeira da União Europeia em projectos transfronteiriços. A responsável entende que o valor actual "não é suficientemente incentivador".
Costuma-se dizer que todos os ... têm sorte. E não é que que vem a comissária europeia dar mais uns euros do que o que se estava à espera, para e execução do TGV.
Assim sendo, já devemos conseguir enquadrar o objectivo da nossa ministra Manuela para o défice orçamental dentro dos valores pretendidos.
A questão que se coloca, é como é que vamos de ano para ano conseguindo levantar este país sem o recurso a estes artefactos. Será que porventura ser irá elaborar uma politica mais constructiva. Sem que no entanto comprometa a qualidade de vida dos portugueses.
É ponto assente que cada vez mais os nossos compatriotas em geral, têm menos poder de compra e o fosso face aos nossos parceiros europeus se torna cada vez maior pelo que acho ser chegada a altura de alguém de direito tomar atitudes, não pelos prtugueses mas para os portugueses.

"O congresso do CDS-PP começa hoje e já se espera que Paulo Portas volte a reafirmar a sua vontade de ficar no Governo até 2010 e aproveite o momento para traçar o posicionamento do partido para as próximas eleições. A aproximação entre os dois partidos da coligação, CDS-PP/PSD, é dada como quase certa."
Ora, então não é verdade que este senhor está a mudar Portugal.
Será que é o CDS-PP que se está a aproximar do centro ou talvez o PSD que se está a deslocar à extrema. Uma coisa é certa, muito amigos estão estes senhores e que bela coligação está a ser desenvolvida.
Por outro lado...
Como ministro da Defesa, explicou que a compra de dois submarinos tem um custo previsto de 973 milhões de euros, pagáveis em 15 anos, ao contrário dos 1700 milhões de euros que o governo PS esperava gastar nesta mesma compra.
"Acredito que Portugal deve ter submarinos porque é um Estado, não uma região ou um sítio", defendeu.
vai ser quase tão dificil de explicar aos portugueses o facto de necessitarmos mesmo destes submarinos, como foi dificil de explicar ao povo iraquiano que iam ter de lidar com uma realidade de força, que é o facto de estar a ser deslocado para o Iraque um batalhão de 3 agentes da GNR(ahahah) para acautelar a ordem pública
Nota importante: O envio de GNR para o iraque, será feito à 5ª Feira, dia de leilão da TAP pois sempre se poupa qualquer coisa para quem sabe investir em ..... submarinos

"O ministro da Administração Interna, Figueiredo Lopes, mandou instaurar um processo disciplinar ao comandante dos Bombeiros de Lamego, "com imediato afastamento de funções", devido à utilização de um helicóptero de combate a incêndios para fins turísticos. O responsável decidiu ainda demitir o coordenador distrital do Serviço Nacional de Bombeiros e Protecção Civil (SNBPC) de Viseu."
Caros compatriotas digam-me por favor, como é possivel acontecerem situações destas quando um país esteve várias vezes em chamas. Posto isto com que moral é que depois temos os nossos soldados da paz a exigirem melhores condições de trabalho e apoio no combate ás chamas.
De toda esta situação é importante salientar que não só é muito mau que este tipo de pessoas estejam em posições de comando, como também o facto de as várias pessoas que tinham conhecimento desta situação, terem deixado passar tanto tempo até haver uma denúncia.
Onde está a consciência e o dever cívico?????
Sec XXI, Muitas mundanças aconteceram nestas ultimas décadas, sejam elas a nivel tecnológico ou mesmo a nivel pessoal. Há no entanto uma percentagem de pessoas, ainda que diminuta que teima em manter-se paradas no tempo, através de uma mentalidade regressiva e extremamente fechada.
Claro estou a falar dos membros activos da religião católica, esses seres que teimam em se afastar dos crentes, com as atitudes mais descabidas que se pode imaginar.
Será que a igreja católica e todos os seus representantes não percebem que as directivam que estão a pensar colocar em prática, bem como alguns ideais que defendem, não se adequam à realidade que vivemos.
Ainda que não seja prática comum, mas se num momento de felicidade um crente quer expressar o seu sentimento com uma salva de palmas, porque não poder estar e sentir-se livre de o fazer. Será Deus assim tão opressor? Ou serão apenas os homens?
Por outro lado, porquê querer renunciar à participação da mulheres no ritual litúrgico, desde sempre o seu papel foi reconhecido. Não foi "Maria" a mãe mais conhecida história, bem como uma figura bastante importante para o catolicismo?
Por fim... Libertem o Santo Padre, será que há necessidade de personificar em sí, a imagem do sofrimento através do seu estado debilitado para que seja glorificado pela igreja.
Olha para trás, que vês? Toda aquela imensa confusão visual num amontoado de pensamentos e sorrisos. Uma silhueta passa rápido, ofuscada pelo seu brilho.
Quando o sublime se torna cinza para os nossos olhos, nada mais sobra do que declinarmo-nos sobre os detalhes grosseiros e grotescos do passado de um poeta.
Um jogo de palavras atabalhoadas que nada querem dizer, vai-se desenrolando por entre os dedos pouco ágeis manuseando o aparo. De si nada sabemos, da sua escrita pouco percebemos, e eis que nasce mais uma estrela pronta a brilhar aos olhos incautos de um observatório sedento de conhecimento.
O cerne de um sentimento não é aquele que se escreve ou que pensamos que vemos, mas sim o que se sente.Um grito surge um tambor rufa, uma mão que se agita perante um som melodioso que transmite toda uma cultura, pura e imaculada. Repleta de sangue e lágrimas. A mulher inclina-se sobre a mesa enquanto este que canta lhe confere uma ambiência de mística inigualável, de todas as personagens deste cenário da vida, cada um tem a sua história e em conjunto nasce o todo. O que teima em ser irritantemente agradável. Por vezes não o compreendendo mas deixamo-nos levar e contagiar.
E a pressão exercida aparece num ápice pronta a desenquadrar qualquer ambiente criado em torno da melodia, de um texto. Cruel este destino de quem é o que quer ser e não conhece todo o universo do conhecimento.
No fio do pensamento, a mensagem transmitida é apenas mais uma; perdida no enorme universo do ser. Aquela suavemente intrigante; disposta a desafiar um homem na procura da resposta acerca de sí.
Por mais que me conheça, ainda me surpreendo a mim mesmo com a ambiguidade das decisões e a capacidade de resposta frente ao imprevisto. Vou experimentando sensações novas; sentimentos requintados e apurados pela proximidade.
Eis que a existência continua como o enigma sobre existir. Onde vamos vivendo à força de viver. É a sequência linear referente ao homem, que nos faz frente e à qual vamos dando provas da nossa capacidade de merecer os momentos que vêm; e agradecer os que passam.
Proclamar minha independência,
ah como eu gostaria que ainda
acreditasse que sou,
ainda hoje o rebelde das causas mais belas...
Gostaria de perdoar-te as minhas fraquezas.
Sendo heroi neste lodo,
onde baixei todas as bandeiras.
De todas as bravuras
Só me resta esta infinda vontade de partir.
Partir não é morrer,
Será talvez a lembrança que fui um homem,
Que a cidade um dia amou.
De Manuel Monteiro
Quando a minha cabeça e o meu coração,
forem como dois irmãos,
Se derem as mãos.
Poderei navegar nas rotas que sonhei
tornar real o que aprendi e sei.
É triste a cor castanha suja, lavradada terra,
O azul puro transparente só na levada da serra.
Mas é do vale que medram as sementes da vida,
Ao alto a natureza é nua, triste e despida
Sé eu existo para mim, esse é o meu mal,
Construí com alma como cal.
A que juntei a areia bassa do meu tempo,
O meu mundo como um muro ou um espelho de cimento.
Quando eu for mais do que o nó do medo de morrer,
Quando no muro enfim souber rasgar janelas.
Hei-de ser um dia aquele que quer ver,
E canta e se encanta de todas as coisas belas
De Joaquim Gomes Mota
De todas as realidades que nos entram pela vida dentro, muito se diz e faz para que de um modo ou de outro possamos cohabitar com a fragilidade da nossa existência. Esse "clique" que é o curto espaço de tempo em que estamos vivos, será que não se deve crer naquilo que gostávamos que fosse a nossa realidade ou o nosso mundo. Poder opinar sobre as forças da natureza de modo que um qualquer Deus que poderá nem sempre estar presente possa ser encarnado por um simples mortal.
São dissonâncias temporais e espaciais que provocam um caos aparente de situações do quotidiano. Sentir-se perdido é por vezes o reflexo dessa desorientação, tal como uma incapacidade de reagir aos estímulos sensoriais que alertam para o estado "vegetal" da sociedade moderna. Uma mecanização dos hábitos e costumes. Uma subserviência ao ritmo da vida moderna.
Não digo que todos tenhamos de remar contra um sistema instítuido que conduz à despersonalização das massas, no entanto parar para pensar pode devolver-nos aquele doce sabor do que é realmente estar vivo.